terça-feira, 28 de março de 2017

O retorno de um italiano ao grid da F1



Curitiba - Quase dois anos. Esse foi o tempo que fiquei sem atualizar o Blog. Não que meu retorno vá mudar a vida de alguém, mas é bom ter um lugar para deixar algumas considerações.

Bem, um pouco tardiamente, gostaria de falar sobre a estreia de Antonio Giovinazzi na F1. O italiano é bom demais! Chamado às pressas para substituir Pascal Wehrlein, o jovem piloto de 23 anos segurou a bronca e levou o #36 da equipe suíça à 12ª colocação no fim da corrida, um resultado que Marcus Ericsson e o próprio Wehrlein terão dificuldades para bater na temporada, na minha modesta opinião. Mais pelo carro do que pelo talento, se bem que Ericsson não é exatamente um suprassumo das quatro rodas.

É curioso a trajetória de Giovinazzi. Como já mencionei anteriormente, ele é italiano, mas fez a carreira correndo com o apoio da Jagonya Ayam, a vertente indonésia da rede de restaurantes KFC. Depois de uma puta temporada de estreia na GP2, onde quase foi campeão, a Ferrari resolveu olhar com carinho para ele e decidiu abraçá-lo. Achei até que demorado, afinal pilotos menos talentosos já passaram pelas mãos da escuderia italiana.

Depois da Itália viver a expectativa e a frustração com os velozes, porém inconstantes Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella, resta saber se Giovinazzi vai ser capaz de passar de uma mera promessa para um campeão mundial. O último italiano a conseguir este feito foi Alberto Ascari, em 1953. A melhor chance dele seria virar titular da Sauber no ano que vem e assumir o cockpit da Ferrari quando Kimi Raikkönen se aposentar, só que a escuderia italiana não costuma colocar jovens pilotos em seus cockpits tão cedo.

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