sexta-feira, 31 de março de 2017

O início animador da temporada do Brasileiro de Turismo

Luca Milani e Gustavo Frigotto nos treinos coletivos de quinta-feira / Foto: Rodrigo Guimarães
Goiânia - A temporada 2017 da Stock Car e de suas categorias suporte começa neste final de semana em Goiânia. A Vicar que até o ano passado tinha cinco categorias sob o seu guarda-chuva, passa a ter quatro neste ano com a saída da Fórmula 3, que agora passa a correr junto com a Porsche Império GT3.

Dessas quatro categorias, três estão aqui em Goiânia (o Brasileiro de Marcas teve a sua primeira etapa adiada para o Velopark) e pelo menos uma delas tem motivos para comemorar. Com 17 pilotos inscritos na primeira etapa, o Brasileiro de Turismo conseguiu aumentar dois carros no grid em relação a primeira etapa do ano passado, realizada em Curitiba.

Os inscritos também são de bom nível. São pelo menos 11 pilotos com capacidade de levar um troféuzinho de vencedor para casa. São eles: Gaetano di Mauro (estreante), Marco Cozzi, Vitor Baptista (estreante), Edson Coelho, Gabriel Robe, Gustavo Frigotto, Gustavo Myasava, Luca Milani (estreante), Fábio Fogaça (retornando depois de dois anos parado), Pietro Rimbano e Matheus Muniz (estreante). Com o já conhecido equilíbrio da categoria, corridas emocionantes não faltarão.

Outra novidade é a transmissão das duas baterias em Goiânia ao vivo no SporTV. Ainda não foi anunciado se o restante das etapas seguirão nesse formato ou se voltarão a ter VT's reproduzidos no SporTV3.

O grid do Brasileiro de Turismo de 2017:

Gaetano di Mauro (W2 Racing)

Raphael Reis (W2 Racing)

Marco Cozzi (Rsports)

Fernando Croce (Rsports)

Vitor Baptista (Full Time)

Guido Borlenghi (Full Time)

Edson Coelho (MRF)

Gustavo Myasava (MRF)

Gabriel Robe (Motortech by Viemar)

Mateus Muniz (Motortech by Viemar)

Gustavo Frigotto (RKL Competições)

Pietro Rimbano (RKL Competições)

Luca Milani (C2 Team)

Mauricio Salla (C2 Team)

Fabio Fogaça (Nascar Motorsport)

Dudu Taurisano (Nascar Motorsport)

Rogerio Antoniazzi (Motorsport)

terça-feira, 28 de março de 2017

O retorno de um italiano ao grid da F1



Curitiba - Quase dois anos. Esse foi o tempo que fiquei sem atualizar o Blog. Não que meu retorno vá mudar a vida de alguém, mas é bom ter um lugar para deixar algumas considerações.

Bem, um pouco tardiamente, gostaria de falar sobre a estreia de Antonio Giovinazzi na F1. O italiano é bom demais! Chamado às pressas para substituir Pascal Wehrlein, o jovem piloto de 23 anos segurou a bronca e levou o #36 da equipe suíça à 12ª colocação no fim da corrida, um resultado que Marcus Ericsson e o próprio Wehrlein terão dificuldades para bater na temporada, na minha modesta opinião. Mais pelo carro do que pelo talento, se bem que Ericsson não é exatamente um suprassumo das quatro rodas.

É curioso a trajetória de Giovinazzi. Como já mencionei anteriormente, ele é italiano, mas fez a carreira correndo com o apoio da Jagonya Ayam, a vertente indonésia da rede de restaurantes KFC. Depois de uma puta temporada de estreia na GP2, onde quase foi campeão, a Ferrari resolveu olhar com carinho para ele e decidiu abraçá-lo. Achei até que demorado, afinal pilotos menos talentosos já passaram pelas mãos da escuderia italiana.

Depois da Itália viver a expectativa e a frustração com os velozes, porém inconstantes Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella, resta saber se Giovinazzi vai ser capaz de passar de uma mera promessa para um campeão mundial. O último italiano a conseguir este feito foi Alberto Ascari, em 1953. A melhor chance dele seria virar titular da Sauber no ano que vem e assumir o cockpit da Ferrari quando Kimi Raikkönen se aposentar, só que a escuderia italiana não costuma colocar jovens pilotos em seus cockpits tão cedo.