quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Menos Um (2)


Lembram da história do Velopark, que notíciei em primeira mão aqui no blog, (ou segunda, já que o primeiro a falar isso publicamente foi o Cadu Maciel), dizendo que o autódromo não iria mais receber corridas de grande porte? Lembram que a administração do circuito tratou logo de desmentir o que eu havia dito, soltando um comunicado falando "Qualquer outra informação oficiosa não deixa de ser simplesmente um boato".

Pois bem, se liguem no trecho que eu publiquei na matéria no dia: "Segundo informações, a administração do Velopark não tem mais interesse em sediar corridas oficiais, mantendo a pista apenas aberta para track-days e karts de aluguel".

Hoje, abro o Grande Prêmio durante a tarde, leio a bela matéria feita pelo Renan Do Couto e me deparo com o trecho: "De acordo com o diretor-geral Eduardo Cheffe, as únicas atividades esportivas que contavam com a operação do Velopark que serão mantidas são os Track Days e o Veloce. No mais, os promotores dos eventos deverão providenciar toda a operação. O serviço de locação de karts já foi encerrado". 

Bingo! Errei sobre o karts de aluguel mas acertei o resto. A informação dada pelo Cadu Maciel tinha a sua verdade. Fico feliz por ter sido o único "jornalista", ou quase, a dar credibilidade a informação passada pelo piloto. Ter dado a cara a tapa e ter recebido as criticas na época. Mas tudo isso é recompensado quando algo que você bancou se concretiza. Esse é o lado bom de ser jornalista, não existe melhor sensação.

Enfim, após um tempo de recesso, voltei. Acabou a moleza, vamos para um 2014 excelente!

4 comentários:

  1. "bingo" quer dizer que ser jornalista é igual jogar na mega sena? a gente vai la cria uma reportagem e ai se sai igual a reportagem acertei a reportagem era real

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Pois é Yuri. Ninguém inventa notícia sem uma fonte, e felizmente acertamos este furo. Na verdade pra mim não é surpresa esta notícia,e te digo o por que: desde que foi construído, o Velopark era tratado como "elefante branco", ou seja, uma coisa estrondosa, com muita banca, mas sem lucro. Foi construído com o dinheiro de uma grande empresa siderúrgica brasileira, e por ela patrocinada durante anos.

    Foi inaugurado em 2008 com o slogan "maior parque automobilístico da américa latina". Possui 2 pistas padrão FIA de kart e mais um oval (sem necessidade alguma), uma pista de arrancada e um autódromo de 2km.

    Por apenas 2 anos e meio, sediou competições oficiais de kart, sendo os mesmos cancelados depois disso com a alegação de que não davam lucro. O kart de aluguel passou a ocupar o espaço das duas pistas, e o mesmo também encerra-se este ano.
    O autódromo, ou mini autódromo como podemos chamar, foi concluído em 2010, e também por 2 anos e meio, ou 3 anos, recebeu competições.

    Desde o começo, quem é do meio automobilístico, diziam que a estrutura do Velopark, apesar de fantástica, não condizia com a realidade do Brasil, muito menos do Rio Grande do Sul. Trata-se de uma estrutura gigantesca, onde, para se ir ao banheiro ou na lancheria, era necessário moto ou bicicleta. Pista de kart oval? Pra que?

    Infelizmente esta estrutura gigantesca não se sustentou por muito tempo. Como eu disse em outro site, pode até desmentir o fechamento com esse papo de alugar para eventos, mas para nós pilotos do RS, se não tem kart, tampouco corridas de pista, então é o mesmo que "fechar" as portas.

    Durante todo este tempo, vimos pessoas competentes assumirem o Velopark, e estranhamente em questão de meses, as mesmas saíam sem dar muitas explicações. Hoje, o Velopark é o "maior parque automobilístico da américa latina" onde o automobilismo não existe.

    Era questão de tempo.

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  4. Apenas para critério de informação pois pouca gente de fora sabe: o Velopark foi construído pelos antigos diretores do kartódromo de Tarumã. Após 10 anos de arrendamento, eles partiram para algo "muito maior" que foi o Velopark.
    Apenas para justificar o que eu disse sobre "não condizer com a realidade", o kartódromo de Tarumã foi assumido posteriormente pelo competente Prof. Airton Diehl, e está lá, ATIVO, recebendo corridas de kart, sejam do Citadino ou do Gaúcho, com uma estrutura mais simples, mas não menos confortável.

    O que faltou, e falta até hoje, é uma breve pesquisa para saber o que o automobilismo brasileiro realmente precisa. Investimento no que JÁ EXISTE, nas categorias QUE JÁ EXISTEM, nas pistas QUE JÁ EXISTEM. Precisamos de Oval de Kart? De mais pistas de arrancada? Precisamos de 500 categorias monomarcas com meia dúzia de pilotos em cada?

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