domingo, 24 de novembro de 2013

Formula Brazuka

Swift FN09, da Super Formula (Antiga Formula Nippon).
Estava aqui pensando sozinho com meus botões (desculpem, minha avó usa essa expressão), e me perguntei o porque que de não termos uma categoria de Fórmula (que não seja de base) totalmente brasileira. Uma Fórmula Brazuka para ser mais específico.

Assim como temos inúmeras categorias de Turismo no Brasil, sinto falta de uma categoria de Fórmula que não seja a Fórmula 3 Sul-americana (que passará a se chamar Formula 3 Brasil ano que vem). Afinal, deve ser muito frustrante para um piloto que fez sua carreira totalmente voltada aos monopostos ter que começar tudo do zero migrando para as categorias de Turismo, GT ou Endurance.

Rubens Barrichello por exemplo, passou quase 20 anos correndo de Fórmula 1, e depois de uma temporada mediana na Indy teve que voltar ao Brasil para correr de Stock Car. O mesmo já aconteceu com Enrique Bernoldi, Antônio Pizzonia, Tarso Marques e vários outros nomes que já passaram pela categoria.

Por que então não somos capazes de criar uma categoria de Fórmula brasileira, mais ou menos como é a Super Formula no Japão?

Atualmente a categoria abriga os ex-F1 Kazuki Nakajima e Takuma Sato, além daqueles que chegaram a testar um carro da categoria máxima do automobilismo ao menos uma vez, como, James Rossiter, André Lotterer, João Paulo de Oliveira e Kohei Hirate.

Ou seja, pilotos que não tiveram mais chances na F1 e só querem continuar correndo no estilo de carro que gostam, sem ter que se adaptar a cockpits fechados.

Por que isso então não daria certo? Imagine só, um grid com Rubens Barrichello, Tony Kanaan, Cesar Ramos, Luiz Razia, Enrique Bernoldi, Helio Castroneves, entre outros que não tiveram muita oportunidade no seleto e caro mundo da Fórmula 1.

Chassis não seriam problema, afinal, existem um monte de chassis que são descartados com pouco tempo de uso que dão até dó. De 2006 até agora, temos: Swift FN09, atual chassi da Super Formula que será substituído pelos chassis Dallara em 2014, Panoz DP01 que foi abandonado com a união da ChampCar com a IndyCar, e o Panoz DP09, que também foi abandonado após a falência da Super League Formula.

Por falar em Super League Formula, essa sim era uma categoria para os renegados da F1. Tinhamos no grid, Giorgio Pantano, Enrique Bernoldi, Robert Doornbos, Sebastién Bourdais e vários outros pilotos...

Tínhamos também a A1GP, que mesclava jovens pilotos que queriam pegar experiência pilotando carros potentes e aposentados que "ainda davam no couro", como Jos Verstappen.

Espero que um dia alguém além de mim tenha essa ideia e a leve adiante. Além de abrigar pilotos que foram para fora e não deram certo, seria uma alternativa para quem está aqui ainda na Formula 3 e não tem grana para tentar uma GP2.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Pequenos detalhes

Sempre fui um cara muito atento aos capacetes dos pilotos, tanto na pintura quanto na marca. Para quem não repara muito nisso, hoje na Fórmula 1 existem 3 marcas de cascos: Bell, Arai e Schuberth.

Os pilotos da Ferrari, acredito que por contrato, usam sempre a marca Schuberth, enquanto os pilotos da Toro Rosso usam Bell. Mas não são todas que mantém o padrão, a escolha fica mais na mão dos pilotos, que usam a marca que eles julgam ser mais confortável.

Por exemplo: Na Mercedes, Nico Rosberg usa Schuberth, já Lewis Hamilton usa Arai.

E com a saída anunciada de Felipe Massa da Ferrari, confesso que estou muito curioso para ver a evolução de seu capacete, que deverá ficar mais limpo sem os patrocinadores da equipe italiana — e também se o piloto após 8 temporadas usando Schuberth —, irá trocar a marca para Bell ou Arai.

Antes de ser piloto da Ferrari — Felipe de 2002 a 2005 usou sempre a marca Bell —, que na época tinha um capacete feio pra cacete!


E hoje navegando pelo site do Sid Mosca, achei um capacete feito para o filho de Massa, Felipinho, curiosamente usando o modelo da Bell novamente, o que nos leva a crer que o piloto deva optar pela marca ano que vem.


Confesso que gostei do capacete assim limpo. É bom para termos a noção de como será o layout do ano que vem, sem toda aquela parafernália de logotipos da Ferrari e patrocinadores.

Preparando o terreno

Lembram dos boatos que a Gillete será o patrocinador principal da McLaren ano que vem? Então...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Macau é f*da


Macau é foda mesmo, até o reboque se dá mal...

Vi no ótimo blog do Paulo Alexandre Teixeira, Continental Circus

O fim: Formula 3 Sul-americana (1987-2013)

Sim amigos, depois de 27 temporadas, a Formula 3 Sul-americana como conhecemos irá acabar. Mas calma, não significa que não teremos mais a categoria de base no Brasil.

Isso porque a Vicar — talvez cansada de dar murro em ponta de faca —, resolveu transformar a F3 em uma categoria nacional, passando a se chamar F3 Brasil em 2014.

Concordo muito com a atitude, quem acompanha a categoria sabe que a ela se tornou mais uma categoria brasileira do que sul-americana nos últimos tempos, devido a baixa procura de pilotos não-brasileiros.

De 2008 a 2013 — apenas 14 pilotos estrangeiros passaram pela categoria —, além de que a maiorias das provas eram realizadas nas pistas nacionais. Em tempos de crise financeira no mundo todo, ter provas na Argentina e Uruguai afugentava as equipes pequenas que sempre suaram para participar das corridas com um orçamento apertadíssimo.

Nasce então uma expectativa de dias melhores, com a possibilidade de conseguir um bom patrocinador, tendo em vista que é mais fácil conseguir um acordo para uma categoria nacional do que Sul-americana.

Novamente, a Vicar está de parabéns. Não há motivos para ficar ostentando a marca Sul-americana se os pilotos, equipes e empresas de fora não estão nem aí para a categoria.

Ainda não sei se a Formula 3 Sul-americana deve acabar de vez. Talvez exista uma remota possibilidade da Codasur reciclar alguns chassis e tocar o campeonato por sua própria conta, o que seria bem difícil, pois acredito que equipes como Cesário Formula, Hitech Racing, Kemba Racing e RR Racing vão optar pela categoria nacional.

domingo, 17 de novembro de 2013

Ops... É culpa do estagiário!

As gafes de hoje. A primeira feita pelo pessoal do SporTV que colocou a foto de Valtteri Bottas no lugar da foto do francês Romain Grosjean. E para completarem a cagada, colocaram a foto do oval do Texas no background...

A segunda é protagonizada pelo patrocinador da Williams que resolveu parabenizar a equipe e Bottas (ele de novo!), mas colocou a foto de Susie Wolff na publicação. Os capacetes são parecidos... sabe como é... É culpa do maldito estagiário!

Guimarães campeão

Hoje em Cascavel o piloto radicado em Brasília, Felipe Guimarães se tornou o novo campeão da Fórmula 3 Sul-americana com 2 rodadas de antecedência. O que isso vai ajudar na carreira do piloto? Nada.

Sim, você não leu errado, infelizmente a muito tempo que um piloto que ganhou a Formula 3 Sul-americana não chega nem perto da Formula 1. O último foi o brasileiro Luiz Razia, campeão da temporada 2006, que testou por algumas equipes e quase foi titular para essa temporada.

De lá pra cá, Clemente Faria Jr e Nelson Merlo não conseguiram patrocinadores suficientes e tiveram que rumar ao turismo. Leonardo Cordeiro que venceu de forma avassaladora em 2009, fez duas temporadas medianas na GP3 e sumiu do mapa. Bruno Andrade foi campeão em 2010 e não tivemos mais notícias, Fabiano Machado fez uma temporada na GP3 Series e teve que parar de correr por falta de aporte financeiro, e por último, Fernando Rezende "Kid" foi o vencedor do ano passado e também não deu continuidade na carreira por falta de grana.

Ou seja, já podemos notar que vencer a categoria não ajuda em nada se você precisar arranjar um bom patrocinador. Alie isso ao fato de Felipe Guimarães ser um piloto rodado no automobilismo mundial. Com experiência internacional desde 2007, ele já passou pela Formula 3000 italiana, A1GP, Indy Lights e GP3 Series, antes de voltar ao Brasil. 

Em um mundo onde as equipes de Fórmula 1 e empresas sempre estão atrás dos jovens talentos que despontam logo de cara, isso deve prejudicar e muito Guimarães, afinal, porque eu vou investir em um garoto que foi pra fora e não fez nada se eu posso pegar um Max Verstappen da vida desde o kart?

Resumindo: Olhando os campeões do passado, é bom Guimarães arranjar um bom patrocinador se quiser continuar com o sonho de chegar a Formula 1.