quarta-feira, 6 de março de 2013

Quando um ídolo morre...

É meio estranho quando um ídolo seu morre precocemente. Parece que não é verdade, parece que aquela pessoa era intocável e não poderia sofrer tal fato. Morreu ontem o vocalista do Charlie Brown Jr, Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão. Por mais que todos soubessem que Chorão  usava drogas e era meio cabeça quente, acho que ninguém poderia imaginar que algo assim poderia acontecer. Chorão não era meu ídolo, eu não tinha posters dele ou da banda no meu quarto e nem ia a seus shows, mas eu reconhecia seu trabalho, Zóio de Lula, Aquela Paz, Papo Reto e outros sucessos da banda fizeram parte da minha infância e de muitos brasileiros. Hoje em dia em uma roda de violão se você tocar algo do Charlie Brown Jr, dificilmente alguém não saberá cantar alguma musica mesmo que aos trancos e barrancos. Hoje me dei conta do que estou sentindo e que venho sentindo desde 2009. Quando o menino Surtees morreu em uma corrida da Formula 2 em Brands-Hatch eu fiquei em um estado de choque ao imaginar como um menino tão jovem, que estava lá trabalhando honestamente morreu de um jeito tão banal e de puro azar. Senti o mesmo só que com uma intensidade maior em 2011 ao assistir a morte de Wheldon ao vivo. Eu que acompanhava a Indy desde 2005 vi um dos ídolos da categoria ser arremessado no alambrado e morrer. Foi uma sensação muito estranha e que senti novamente hoje ontem e hoje com a morte de Hugo Chávez e Chorão. Acho que estou chegando naquela fase da vida em que os ídolos que eu acompanhava desde pequeno estão começando a morrer. E daí quando eu tiver os meus trinta e poucos anos e tiver meus filhos vou falar para eles. "É que você não viveu na época que Chorão era vivo...", "Eu vi Wheldon correr, e ganhar as 500 milhas de forma histórica", da mesma forma que escuto meus pais e primos mais velhos falando de Renato Russo, Chico Science e Ayrton Senna. 

Estou ficando velho.

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