terça-feira, 4 de abril de 2017

Abre o olho Wehrlein!


Curitiba - A Sauber anunciou que Pascal Wehrlein vai ficar mais uma corrida de molho na F1, devido o piloto alemão ainda estar se recuperando das lesões sofridas em janeiro, na Race of Champions. O substituto será novamente o italiano Antonio Giovinazzi, que "chegou chegando" na categoria máxima do automobilismo mundial. Falei sobre isso aqui.

Menos cru, Giovinazzi vai ter mais uma chance de brilhar na categoria. Se em Melbourne o piloto assumiu o carro apenas no terceiro treino livre, tendo pouco tempo para se adaptar, na China ele deve ter um desempenho ainda melhor. E é com isso que Pascal Wehrlein tem que se preocupar. A história da F1 já se mostrou cruel com os substituídos de última hora por alguma lesão ou incapacidade física. Trago dois exemplos abaixo:

1 - JJ Lehto (1994)



O finlandês da Benetton desembarcou na equipe com uma grande expectativa sobre si, depois de vencer a disputa pelo cockpit contra Luca Badoer e Michele Alboreto. Só que para o seu azar, uma lesão no pescoço acabou lhe tirando das duas primeiras etapas do ano, dando a oportunidade para o holandês Jos Verstappen.

Quando voltou, Lehto conquistou dois Top 10 em três corridas, mas as suas lesões ainda não haviam sido curadas totalmente. Dessa forma, ele acabou perdendo a vaga para Verstappen outra vez. Relegado ao posto de terceiro piloto, Lehto ainda teve a chance de substituir o suspenso Michael Schumacher em Monza e Spa-Franchorchamps, mas a sua passagem pela Benetton acabou ali mesmo.

2 - Karl Wendlinger (1994)



Karl Wendlinger vinha numa boa fase na Sauber. Ele havia sido o décimo segundo colocado na classificação final de 1993, com 7 pontos, superando JJ Lehto na disputa interna pela equipe. O ano seguinte começou ainda mais empolgador, com o austríaco pontuando duas vezes em três corridas. Só que veio o GP de Mônaco e na primeira sessão de treinos, Wendlinger se estrepou na saída do túnel. Com a batida, o piloto ficou várias semanas e coma e perdeu o restante do ano.

De volta em ao cockpit da Sauber em 1995, Wendlinger não conseguiu sequer chegar perto do desempenho dos anos anteriores e foi substituído por Jean-Christophe Boullion depois de três provas. Peter Sauber ainda deu uma última chance ao piloto nas duas últimas corridas do campeonato, mas a situação não melhorou muito e Karl Wendlinger encerrou a sua carreira promissora na Fórmula 1.

sexta-feira, 31 de março de 2017

O início animador da temporada do Brasileiro de Turismo

Luca Milani e Gustavo Frigotto nos treinos coletivos de quinta-feira / Foto: Rodrigo Guimarães
Goiânia - A temporada 2017 da Stock Car e de suas categorias suporte começa neste final de semana em Goiânia. A Vicar que até o ano passado tinha cinco categorias sob o seu guarda-chuva, passa a ter quatro neste ano com a saída da Fórmula 3, que agora passa a correr junto com a Porsche Império GT3.

Dessas quatro categorias, três estão aqui em Goiânia (o Brasileiro de Marcas teve a sua primeira etapa adiada para o Velopark) e pelo menos uma delas tem motivos para comemorar. Com 17 pilotos inscritos na primeira etapa, o Brasileiro de Turismo conseguiu aumentar dois carros no grid em relação a primeira etapa do ano passado, realizada em Curitiba.

Os inscritos também são de bom nível. São pelo menos 11 pilotos com capacidade de levar um troféuzinho de vencedor para casa. São eles: Gaetano di Mauro (estreante), Marco Cozzi, Vitor Baptista (estreante), Edson Coelho, Gabriel Robe, Gustavo Frigotto, Gustavo Myasava, Luca Milani (estreante), Fábio Fogaça (retornando depois de dois anos parado), Pietro Rimbano e Matheus Muniz (estreante). Com o já conhecido equilíbrio da categoria, corridas emocionantes não faltarão.

Outra novidade é a transmissão das duas baterias em Goiânia ao vivo no SporTV. Ainda não foi anunciado se o restante das etapas seguirão nesse formato ou se voltarão a ter VT's reproduzidos no SporTV3.

O grid do Brasileiro de Turismo de 2017:

Gaetano di Mauro (W2 Racing)

Raphael Reis (W2 Racing)

Marco Cozzi (Rsports)

Fernando Croce (Rsports)

Vitor Baptista (Full Time)

Guido Borlenghi (Full Time)

Edson Coelho (MRF)

Gustavo Myasava (MRF)

Gabriel Robe (Motortech by Viemar)

Mateus Muniz (Motortech by Viemar)

Gustavo Frigotto (RKL Competições)

Pietro Rimbano (RKL Competições)

Luca Milani (C2 Team)

Mauricio Salla (C2 Team)

Fabio Fogaça (Nascar Motorsport)

Dudu Taurisano (Nascar Motorsport)

Rogerio Antoniazzi (Motorsport)

terça-feira, 28 de março de 2017

O retorno de um italiano ao grid da F1



Curitiba - Quase dois anos. Esse foi o tempo que fiquei sem atualizar o Blog. Não que meu retorno vá mudar a vida de alguém, mas é bom ter um lugar para deixar algumas considerações.

Bem, um pouco tardiamente, gostaria de falar sobre a estreia de Antonio Giovinazzi na F1. O italiano é bom demais! Chamado às pressas para substituir Pascal Wehrlein, o jovem piloto de 23 anos segurou a bronca e levou o #36 da equipe suíça à 12ª colocação no fim da corrida, um resultado que Marcus Ericsson e o próprio Wehrlein terão dificuldades para bater na temporada, na minha modesta opinião. Mais pelo carro do que pelo talento, se bem que Ericsson não é exatamente um suprassumo das quatro rodas.

É curioso a trajetória de Giovinazzi. Como já mencionei anteriormente, ele é italiano, mas fez a carreira correndo com o apoio da Jagonya Ayam, a vertente indonésia da rede de restaurantes KFC. Depois de uma puta temporada de estreia na GP2, onde quase foi campeão, a Ferrari resolveu olhar com carinho para ele e decidiu abraçá-lo. Achei até que demorado, afinal pilotos menos talentosos já passaram pelas mãos da escuderia italiana.

Depois da Itália viver a expectativa e a frustração com os velozes, porém inconstantes Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella, resta saber se Giovinazzi vai ser capaz de passar de uma mera promessa para um campeão mundial. O último italiano a conseguir este feito foi Alberto Ascari, em 1953. A melhor chance dele seria virar titular da Sauber no ano que vem e assumir o cockpit da Ferrari quando Kimi Raikkönen se aposentar, só que a escuderia italiana não costuma colocar jovens pilotos em seus cockpits tão cedo.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Aproveitem enquanto durar (2)

O rumor sobre o fechamento do Autódromo Internacional de Curitiba evoluiu e deixou de ser apenas um boato de paddock. Apesar da direção do AIC soltar um comunicado em seu site, dizendo que as informações que circulam na internet são infundadas, os proprietários das lanchonetes do circuito, assim como as equipes que possuem as suas oficinas lá dentro, já foram avisados que no final do ano eles terão de buscar um outro lugar para tocar os seus negócios, pois o autódromo irá mesmo fechar.

Não se sabe ao certo o que acontecerá com o terreno, mas especula-se que no lugar do autódromo, será construído um condomínio de luxo.

Apesar de carregar o nome da capital paranaense, o Autódromo Internacional de Curitiba fica localizado em Pinhais, a 20 minutos do centro da cidade. Foi construído em 1965 e inaugurado em 1967. Já recebeu várias competições internacionais, como AutoGP, WTCC e TC2000, além de receber regularmente as principais categorias nacionais e provas dos campeonatos regionais.

domingo, 19 de abril de 2015

Aproveitem enquanto durar


Desde que frequento o Autódromo Internacional de Curitiba, digamos que, regularmente, escuto um mesmo burburinho. Entra ano e saí ano, e os boatos do fechamento do autódromo voltam à tona. O último rumor, que gerou até uma nota oficial, decretava o fim do AIC no ano seguinte. Pois bem, 2014 inteiro passou e o circuito permaneceu ali, firme e forte, ou quase isso.

Hoje eu não estava lá, mas quem foi, me relatou que novamente a conversa voltou a circular, dizendo que este seria o último ano do autódromo, que um banco assumiria o controle do mesmo no fim do ano e que provavelmente um condomínio seria construído no lugar.

Espero que seja mais um rumor, afinal, já ficamos sem Jacarepaguá e Brasília, que embora ainda não tenha tido o seu fim decretado, entrou em uma reforma que ainda não se sabe quando irá terminar.

Quando se destrói um autódromo, se perde mais que um ponto para corridas. Se destrói toda a história construída naquele lugar.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O Plano B (Final)

E melou de vez a possibilidade da etapa de Brasília da Indy ser transferida para Goiânia. Apesar da categoria ter enviado Brian Hughes para uma vistoria no autódromo, a alta pedida da categoria para a realização da etapa inviabilizou o selamento do acordo. 

O valor da brincadeira? 40 milhões de dilmas. Agora surge um outro rumor, dizendo que a etapa poderia ser transferida para Curitiba, o que não acontecerá nem que a vaca tussa. O Estado está quebrado e não tem nem dinheiro para pagar o subsídio do transporte público da capital, imagina 40 milhões para realizar uma corrida.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Plano B (2)


Já faz mais de dois meses que eu comentei a possibilidade da Indy não ficar em Brasília. Muita gente não acreditou quando falei que o circuito de Goiânia era um Plano B da categoria caso desse alguma merda lá na capital federal. Bem, deu merda e a corrida foi cancelada, e a Indy já está colocando o seu Plano B em ação.

Mas como você sabe disso Yuri? Bem, porque nesse momento a categoria está com uma comitiva no circuito de Goiânia, vistoriando novamente o que já havia sido vistoriado por Mike Olinger.